Zinzana

Zinzana, apesar de um argumento nada raro, é uma obra bastante diferente: alcoólatra em recuperação e assombrado por visões de sua ex-mulher e filho, Talal – o protagonista – é detido em uma delegacia de uma cidade pequena. Dabaan, um oficial- carcereiro aparentemente normal – logo prova ser um sádico psicopata e promove uma verdadeira matança por meio de um jogo de tortura que fará o preso perceber que estar atrás das grades é o menor de seus problemas.

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A produção aparece como alemã, mas, na verdade, é proveniente dos Emirados Árabes Unidos e, confesso, foi uma ótima surpresa.

Zinzana é complexo e completo. Sem dúvida alguma passeia pelo drama e pelo suspense, com alguns ótimos momentos de pura e genuína comédia, sem deixar de ser um thriller de tirar o fôlego.

Muito bom

Ali Suliman, um israelense que não é um novato mas desconhecido até agora para mim, dá uma verdadeira aula na composição de seu personagem. Deita e rola assumindo uma teatralidade poucas vezes vista na telona. Como se diz aqui no sul, ele “mata a pau”. Só a sua inusitada interpretação já vale o filme.

De resto, é uma obra bastante enxuta e simples. Poucos cenários e – visivelmente percebível – pouco dinheiro. Bem dirigido e com uma trilha e efeitos sonoros perfeitamente alinhados a cada cena, Zinzana torna-se indispensável para os admiradores do bom cinema não comercial.

É uma obra alternativa que vale cada minuto. 

Recoste-se no sofá e seja surpreendido.

Veja, está disponível no Netflix.


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