Toro

Sabe aqueles policiais hollywoodianos bem tradicionais? Aqueles que tem presidiário arrependido quase sendo solto, um velhão chefe de alguma máfia, capangas impiedosos, mocinhas em perigo e um idiota útil para o mocinho? Pois Toro é exatamente assim, com uma enorme diferença: é uma produção espanhola.

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A história é básica. Toro, o nome do protagonista, é um ex-presidiário que precisa salvar seu irmão mais velho (que tem uma dívida com a máfia) e sua sobrinha. A partir disso o longa tem aquele desenrolar tão comum,com muitas lutas, socos, tiros, corridas de carros, além de algum dilema moral do mocinho/bandido que não leva a nada.

Apesar de haver uma tentativa de por uma história de amor no meio do enredo, Toro é superficial e raso. Não há nada em muitos aspectos que ele poderia aprofundar-se.

Bom time

O elenco excelente, com o ótimo Mario Casas, de tantos bons filmes, como Sob a Pele do Lobo, Um Contratempo, O Bar e Palmeiras na Neve, vejam todos eles clicando aqui, e o interessante Luis Tosar, de Cem Anos de Perdão, não salvam o filme.

É estranho isso de um excelente cinema como o espanhol, com um tema rico e, apesar de ser usado incansavelmente, sempre interessante, mesmo contando com atores experientes e capacitados, com boa direção e algum dinheiro, e mesmo assim produzirem um filme ruim. Mas acontece. Tanto que aconteceu.

Caso você seja – como eu – fã do cinema castelhano, ou fã desses filmes policiais tradicionais, vejam. A interpretação do Casas também vale a pena.

Está no Netflix.


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