O Anjo do Mossad

O Anjo de Mossad, ou simplesmente O Anjo, é bem interessante. Ele fala de espionagem, guerra, o eterno conflito entre árabes palestinos e judeus israelenses e mostra um pouco da história recente.

Ashraf Marwan era um egípcio do alto escalão do governo. Marwan procurou a agência de inteligência israelense durante a Guerra do Yom Kippur em 1973, alimentando Israel com informações estratégicas sobre a localização de recursos militares egípcios e, de acordo com alguns, salvando o país sionista de uma derrota para os árabes. É sobre ele o filme.

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Na verdade, apesar de ser um herói tanto em Tel Aviv quanto no Cairo, a meu ver, na opinião de um simples e nada técnico espectador da história, Ashrat não passou de um espião que trabalhava por dinheiro e, talvez, por orgulho ferido. Trair seu povo, entregar informações para um inimigo declarado pouco antes de um conflito bélico, é, no mínimo, algo sem muito caráter. 

Cinema

Mas, vamos ao filme: ele é bem feito apesar de óbvio. Na verdade, não tem muito como fugir da obviedade por ser baseado em um fato. Claro que há nele muito também de ficção, mas, para quem já conhecia a história, tudo fica evidente.

Há duas frases que valem o filme. Uma delas: “toda guerra é suja”. Perfeito. É isso mesmo. E a outra: “Às vezes tem que se guerrear para encontrar a paz”. Não sei se concordo, mas, sem dúvida faz pensar. É impactante.

De resto é bem filmado e dirigido, muito bem montado e com atores que não comprometem. Ao contrário, ajudam a tornar O Anjo um bom filme.

Está no Netflix. Vejam.


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