Maus

A sinopse de Maus é essa: Alex (August Wittgenstein) e Selma (Alma Terzic) são um casal apaixonado que estão em uma viagem ao coração da Bósnia e Herzegovina. De repente, Selma sente que alguém está os perseguindo. Ela se apega ao amuleto muçulmano, “hamajlija”, fazendo com que a força misteriosa surja da floresta.

Vocês leram no parágrafo acima a pior sinopse feita até hoje. Acho que é de outro filme e se enganaram de tão absurda que é. Esqueçam essa bobagem e lembrem de um filme forte. 

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Maus é muito forte. E bem feito. Ele mistura a imaginação com a realidade sem confundir o espectador. É uma técnica bastante arriscada que deu certo.

Ibérico

Como toda produção espanhola – tenho comentado aqui como o cinema espanhol e catalão tem evoluído – é um filme bem dirigido e consistente.

O tema central tem a terrível guerra da Bósnia de fundo e o conflito entre sérvios e bósnios que até hoje está vivo. Bem vivo, infelizmente. Dá uma bela passeada também na explosiva temática religiosa, principalmente sobre os muçulmanos. E aí é que acho que o filme peca. A impressão que tive, principalmente pelo inesperado final, é que o diretor  Gerardo Herrero Pereda toma posição. “Panfleteia”. Ergue uma bandeira. E isso, na minha humilde opinião, é muito digno e necessário, vital até, mas não em uma obra cinematográfica. No circo, diversão.

Prestem atenção também em Alma Terzic, a protagonista. Ela trabalhou também em Na Terra do Amor e Ódio. É uma excelente atriz.

Vejam. Relevem o final e vejam.

Está no Netflix.


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