Dor e Glória

“Um bom ator se conhece não quando ele chora e sim quando ele se esforça para não chorar”. Essas palavras, ditas por um irreconhecível Antônio Banderas, é sem dúvida alguma o “dedo” do Almadovar, mais uma vez espetacular, na direção de Dor e Glória.

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Percebe-se a genialidade nos pequenos detalhes. Desde as famosas cores de seus filmes, inspiração inclusive para a nossa boa e antiga MPB, até em frases como as lá de cima que compõem diálogos pertinentes e sempre autuais.

Qualidade

Almadovar conta uma história como ninguém. Creio que junto com Wood Allen, cada um no seu estilo, claro, são diretores que não precisariam sequer assinar suas obras. Não tem como ver um filme deles sem identificar nos primeiros 5 minutos, ou, no caso de Dor e Glória, antes mesmo de o filme começar, ainda nos créditos. É simplesmente inconfundível.

No mais, a história é bem interessante: Salvador Mallo, diretor de cinema em declínio, relembra sua vida e carreira desde sua infância na cidade de Valência, nos anos 60. Têm lembranças vívidas de seus primeiros amores, seu primeiro desejo, sua primeira paixão adulta na Madrid dos anos 80 e seu interesse precoce pelo cinema. Como quase sempre, a sinopse não é boa, mas, desta vez pelo menos não mente. É isso mesmo. Ou quase.

Na verdade, o longa trata de coisas bem mais profundas como sexualidade, vícios, doenças e arte. Usa os fatos explicitados ali no parágrafo anterior para ir mais a fundo em temas difíceis de tratar. Deu certo.

Enfim, mais um detalhe (gigantesco): tem a ótima e sempre lina Penélope Cruz.

Então, veja. Ainda somente nos cinemas.

 


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