Desaparecer

Desaparecer é ingênuo.

Seria um bom filme peruano, com uma boa causa, bem filmado, uma história bem instigante, um roteiro interessante mas tudo fica em segundo plano por causa da ingenuidade. Chega a irritar.

Desde cenas básicas até o desenrolar, o desenvolvimento em si do filme, a falta de malícia e – com um certo exagero – a falta de profissionalismo, faz com que em tudo seja percebido o quão ingênuo é. Ele foi concebido assim. Não se trata somente de erros bobos, como uma vala cheia de defuntos – assassinados há muitos dias – a céu aberto no calor amazônico sem que os corpos se deteriorassem.

Resultado de imagem para desaparecer filme peruano

Certamente feito por aquela coisa boba de querer chocar. Chocou, mas pela burrice. Tem outras situações que beiram a infantilidade, mas, sinceramente, não vale a pena sequer serem citadas.

Novo

Mas três coisas boas se destacam: a primeira que foi filmado na região da amazônia peruana. Isso é legal. A segunda que é uma obra bem intencionada. Não acho isso necessário e sequer algo bacana (misturar arte com política) mas a causa é justa. Desaparecer teve a intenção de denunciar e, talvez por isso mesmo, tenha pecado tanto. A terceira é o protagonista: Ismael La Rosa, um ator de novelas televisivas que se saiu muito bem. É sem dúvida alguma um aspirante a astro internacional. Tomara que tenha mais chances.

Enfim, caso não seja um cinéfilo de carteirinha, não veja. Ele é tão infantil e ingênuo que não vale teu tempo.

Está no Netflix. E viva o cinema alternativo!


Quer ajudar o Partiu Cinema?


www.000webhost.com