13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi

O  mote de 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi é um dos motivos dos tantos ataques de Donald Trump à Hilary Clinton na campanha da eleição americana de 2016.

A acusação é que Hilary, então Secretária de Defesa, não providenciou uma segurança satisfatória a um embaixador americano em visita à Líbia.

O filme conta a história verdadeira de seis soldados particulares (ex-militares, na verdade) que faziam a segurança de um prédio da CIA e foram envolvidos em um ataque terrorista contra a Embaixada Americana, justo no aniversário dos ataques de 11 de setembro.

A direção do longa é de Michael Bay, o mesmo de Transformers e Tartarugas Ninjas, reconhecidamente um diretor bom em “explosões” e afins.

O que esperar, então, de um filme feito a partir de um fato tão rico, tão recente, tão intrigante e tão explosivo como este? Ainda mais dirigido por Bay, um mestre nesse tipo de filme?

Pois é. Talvez culpa da expectativa, talvez culpa do mais do mesmo, talvez simplesmente pelo patriotismo exagerado que chega a ser irritante, 13 Horas não é um bom filme.

Ele tem muito soldado americano  bonzinho e sarado com saudade da família, muito terrorista (a grosso modo todos não-americanos) com cara de mau sem nenhum caráter, muitas, mas muitas mesmo, explosões; centenas e centenas de tiroteios e mais nada além disso.

Complicado

Ou melhor, tem mais sim: confusão. No mau sentido. O filme todo é muito confuso. Possui algumas tomadas absolutamente desnecessárias e com o tema mocinho/bandido exposto supondo que o espectador conheça a crise na Líbia. Erro primário. Jamais deve-se subestimar o público, mas também jamais deve-se superestimar.

Desta vez consegui a proeza de concordar com a crítica e discordar de boa parte dos amantes do cinema. Não é um bom filme e somente quem se interessa muito pelo tema gostará dele.

Claro que os aficionados por tiroteios e explosões do começo ao fim também curtirão. E, para sermos justos, vale ressaltar que algumas cenas de combate são muito bem feitas. Beiram à perfeição. Mas, mesmo assim, não vale o tempo investido.

Está no Telecine, grátis para assinantes.


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